Em 2025, o Brasil avançou consideravelmente no Ranking Mundial da Felicidade, elaborado anualmente pela ONU em parceria com a Universidade de Oxford e o instituto Gallup, passando da 44ª para a 36ª posição. Esse crescimento reflete melhorias nos indicadores socioeconômicos do país, especialmente em aspectos como suporte social e expectativa de vida saudável, embora ainda esteja atrás do Uruguai, o país sul-americano mais bem posicionado (29º lugar).
No cenário global, a liderança permanece com os países nórdicos, com a Finlândia ocupando o primeiro lugar pelo oitavo ano consecutivo, seguida pela Dinamarca, Islândia e Suécia. Esses países têm consistentemente apresentado alto desempenho em indicadores econômicos e sociais, destacando-se pelo PIB per capita elevado, robustos sistemas de proteção social e baixos índices de corrupção.
Os Estados Unidos enfrentam uma fase de queda histórica no ranking, atingindo a 24ª posição, seu pior desempenho desde a criação do ranking em 2012. Especialistas atribuem esse declínio a mudanças no estilo de vida, especialmente o crescimento de pessoas vivendo e fazendo refeições sozinhas, situação relacionada ao aumento da percepção de isolamento social e insatisfação pessoal.
Países da Europa Central e Oriental, como Lituânia (16º), Eslovênia (19º) e República Tcheca (20º), continuam apresentando uma convergência positiva de seus índices de felicidade em relação às nações da Europa Ocidental, resultado de melhorias econômicas e sociais contínuas nas últimas décadas.
Na Ásia, países como Singapura (34º) e Japão (55º) enfrentam desafios específicos, apesar de avanços econômicos notáveis. Enquanto Singapura desfruta de alta renda per capita e excelente infraestrutura, questões ligadas à competição intensa e pressões sociais afetam o bem-estar subjetivo da população. Já o Japão enfrenta desafios relacionados ao envelhecimento populacional, com altos índices de solidão, impactando diretamente sua posição no ranking.
O Afeganistão, mais uma vez, está na última posição (147º), refletindo as consequências econômicas e sociais graves decorrentes do conflito prolongado e do retorno do Talibã ao poder, destacando-se ainda mais a situação preocupante das mulheres afegãs.
O relatório também ressalta a importância econômica e social do comportamento benevolente, como doações e voluntariado, demonstrando que a generosidade e a percepção positiva sobre a integridade social e governamental têm forte influência sobre a estabilidade social e econômica dos países.
Top 20 Países Mais Felizes em 2025:
- Finlândia
- Dinamarca
- Islândia
- Suécia
- Holanda
- Costa Rica
- Noruega
- Israel
- Luxemburgo
- México
- Austrália
- Nova Zelândia
- Suíça
- Bélgica
- Irlanda
- Lituânia
- Áustria
- Canadá
- Eslovênia
- República Tcheca
Países classificados entre 21º e 50º:
- Emirados Árabes Unidos
- Alemanha
- Reino Unido
- Estados Unidos
- Belize
- Polônia
- Taiwan (China)
- Uruguai
- Kosovo
- Kuwait
- Sérvia
- Arábia Saudita
- França
- Singapura
- Romênia
- Brasil
- El Salvador
- Espanha
- Estônia
- Itália
- Panamá
- Argentina
- Cazaquistão
- Guatemala
- Chile
- Vietnã
- Nicarágua
- Malta
- Tailândia
- Eslováquia
Últimos 50 colocados (do 98º ao último, 147º):
- Costa do Marfim
- Irã
- Congo
- Iraque
- Guiné
- Namíbia
- Camarões
- Nigéria
- Azerbaijão
- Senegal
- Palestina
- Paquistão
- Níger
- Ucrânia
- Marrocos
- Tunísia
- Mauritânia
- Quênia
- Uganda
- Gâmbia
- Índia
- Chade
- Burkina Faso
- Benin
- Somália
- Mali
- Camboja
- Gana
- Myanmar
- Togo
- Jordânia
- Libéria
- Madagascar
- Zâmbia
- Etiópia
- Sri Lanka
- Bangladesh
- Egito
- Tanzânia
- Eswatini
- Lesoto
- Comores
- Iêmen
- República Democrática do Congo
- Botsuana
- Zimbábue
- Malawi
- Líbano
- Serra Leoa
- Afeganistão