Como esperado pelo mercado financeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, na tarde da última quarta-feira (2), por unanimidade, elevar a taxa Selic de 9,25% ao ano para 10,75% ao ano. Este é o oitavo aumento consecutivo na taxa.

A sequência atual de altas começou em março de 2021. No entanto, sem conseguir trazer a inflação para dentro da meta. Em 2021, quando o alvo era 3,75% ao ano, foi estilhaçado o teto de tolerância, de 5,25%, com a inflação em 12 meses batendo 10,06%. Em 2022, a meta está nos 3,5%, e o teto, em 5,00%.

Selic nas últimas dez reuniões

02 de fevereiro de 2022: 10,75% ao ano

08 de dezembro de 2021: 9,25% ao ano

27 de outubro de 2021: 7,75% ao ano

22 de setembro de 2021: 6,25% ao ano

4 de agosto de 2021: 5,25% ao ano

16 de junho de 2021: 4,25% ao ano

5 de maio de 2021: 3,5% ao ano

17 de março de 2021: 2,75% ao ano

20 de janeiro de 2021: 2% ao ano

9 de dezembro de 2020: 2% ao ano

Poupança

Desde o final do ano passado, quando a Selic ultrapassou o percentual de 8,50% ao ano, a rentabilidade da poupança voltou à regra antiga, deixando de pagar 70% da taxa básica de juros e passando a ter rendimento fixo de 0,5% ao mês + TR, ou 6,17% ao ano + TR – o mesmo que já era pago para a chamada “poupança velha” (depósitos feitos até abril de 2012).

A regra em vigor é a seguinte:

Selic de até 8,5%: rendimento limitado a 70% da Selic + TR para novos depósitos e rendimento de 0,5% ao mês + TR (6,17% ao ano + TR) para depósitos feitos até 2012
Selic maior que 8,5%: rendimento fixo de 0,5% ao mês + TR , ou 6,17% ao ano + TR, para depósitos novos e antigos – independente da taxa de juros que estiver em vigor